Padroeiro
SANTO INÁCIO DE LOYOLA
Nota Histórica
Inácio de Loyola nasceu em 1491 na região basca de Guipuzcoa, no norte da Espanha, último de treze irmãos. Dias depois seria batizado com o nome de Iñigo López de Loyola.
A família dos Loyola era bastante conhecida por sua nobreza e participação em guerras a serviço do rei – ou mesmo contra ele quando não cumpria seus deveres de monarca – e em prol do bem comum.
Os pais de Inácio lhe proporcionaram boa formação religiosa; lhes agradava que ele seguisse a carreira eclesiástica. Mas Inácio apreciava mais as vaidades do mundo e queria ser um grande cavaleiro a serviço de uma dama ou rainha.
Seus pais o mandaram para a corte do rei de Castela. Durante os onze anos que permaneceu ali, aprimorou as boas maneiras, a distinção no trato, o sentido da honra, a diplomacia, o horror da mediocridade e o desejo vivo de distinguir-se, de realizar grandes coisas – qualidades que conservou durante toda sua vida.
Numa das guerras contra os franceses em que participou, foi ferido numa perna por uma bala de canhão e feito prisioneiro pelos franceses. Estes o reconheceram como um nobre do castelo de Loyola e prestaram-lhe socorro, o que lhe salvou a vida.
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Conversão
Inácio sentia-se feito para grandes coisas, tinha só trinta anos e um futuro pela frente. Que fazer para passar o tempo durante sua convalescência? Pediu que lhe trouxessem romances de cavalaria, que era sua literatura preferida. Mas só havia a vida de Cristo e a de vários santos, apresentados como “cavaleiros de Deus”. À medida que foi lendo esses livros, começou a compreender o sentido profundo da vida, pelo exemplo da vida dos santos. E caiu na “armadilha” de Deus.
Foi crescendo em seu íntimo o desejo de imitar os santos... Dizia: “Se São Domingos, São Francisco fizeram isto ou aquilo, eu também posso e devo fazê-lo”. Quando pensava nas coisas do mundo, no serviço a um rei humano... sentia alegria, porém fugaz, e depois certa tristeza. Ao observar esses sentimentos dentro de si, começou a discernir entre os apelos de Deus e os que não eram Dele.
Fez uma peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de Monserrat e, numa vigília em que passou toda a noite em oração, se confessou e depositou a espada de soldado aos pés da Virgem. Todos esses sentimentos ia anotando num caderno, que deu origem, mais tarde, ao livro dos Exercícios Espirituais. Começava uma nova vida.
Para poder servir melhor a Deus, sentiu necessidade de estudar e foi a Paris, onde fez alguns bons amigos, entre eles Francisco Xavier. Mais tarde, juntos decidiram fundar a Companhia de Jesus (em 1540) e colocar-se a serviço do Papa. Inácio faleceu em 31 de julho de 1556, mas, antes, teve a alegria de ver seus irmãos de congregação espalhados por todos os continentes e trabalhando com entusiasmo e alegria para a maior glória de Deus, seu lema.
Sua mensagem e atualidade
Inácio sempre foi um homem que procurou superar-se, dar o melhor de si para a maior glória de Deus e bem dos homens. Era um homem de discernimento. Para ele, discernir era buscar sempre o mais. Discernia entre o bom e o melhor; entre o melhor e o ótimo e entre o ótimo e o excelente.
Inácio era um homem de profundo amor à Igreja e a seus representantes. Procurava ver o lado positivo das pessoas e das coisas. Dava mais valor ao que une as pessoas do que ao que divide. Para ele, Deus é o valor absoluto diante do qual tudo é relativo ou dito de outra forma, Deus “ é o único fim de tudo e todo o resto são meios”; e como meios devemos usá-los tanto quanto nos ajudem a ir para Deus e deixar de usá-los na medida em que não nos ajudem a ir a Ele ou Dele nos desviem.
Inácio percebia e contemplava a Deus em todas as criaturas, obras-primas de Deus criador.
Ele revelou sempre grande capacidade de conversão, que significava mudanças radicais de atitudes e valores.
Aprendamos com Santo Inácio a fazer tudo para a maior glória de Deus e bem dos outros; a discernir o joio do trigo, isto é, o que gera vida, de todas as formas geradoras de morte; a orientar nossa vida para o louvor, a reverência e o serviço a Deus Nosso Senhor. Que Inácio nos ajude nesta árdua missão.
ORAÇÃO DE SANTO INÁCIO
Recebei, Senhor, minha liberdade inteira.
Recebei minha memória,
minha inteligência e toda a minha vontade.
Tudo que tenho ou possuo de vós me veio;
tudo vos devolvo e entrego sem reserva
para que a vossa vontade tudo governe.
Dai-me somente vosso amor e vossa graça
e nada mais vos peço,
pois já serei bastante rico.
Amém.
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